Virgem Maria Desatadora Dos Nos
Da história verdadeira 
de Mario H. Ibertis Rivera
(Maria Als Knotenlöserin)
(Virgen Desatanudos)
Argentina - America Latina -  E.U.A - Europa
Lugar Oficial de Maria Knotenlöserin
(Maria Desatadora Os Nós) 
Meditaciones

hno. Mario H. Ibertis Rivera -Noviembre 2006

 
POR QUE O TÍTULO DE "NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS" ?

Em todas as invocações da Santíssima Virgem costuma-se acrescentar um título, um lugar ou a cidade onde se encontra. Por exemplo, a Virgem de Luján, de Tepeyác (Guadalupe), do Pilar, de Fátima, de Czestochowa, etc. Ou uma atitude, ação, atributo ou intenção, como a Virgem do Rosário, de Loreto, Rainha da Paz, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe Três Vezes Admirável, etc.
A Santíssima Virgem, através dos tempos, adquiriu muitos aspectos com os quais Ela manifestou sua proteção para conosco, seus devotos. 
Muitas vezes, muitos devotos da Santíssima Virgem fazem a pergunta: "Quantas Nossa Senhora existe?"

           Uma só! O que acontece é que Ela tem incontáveis qualidades por ser a Mãe de Deus Filho. Por isso possui atributos, divinos e milagrosos.
No caso de nossa específica invocação é porque Ela está expressando uma atitude: Desatar os Nós (Maria Knotenlöserin - em alemão, knot significa "nó", e löser, löserin, è desfazer, desatar). Este não foi, certamente, o título original, já que esse nome foi atribuído somente nos registros da igreja. 
           Como  relatei a propósito de minhas investigações sobre sua origem, o quadro foi composto em função das necessidades pessoais e familiares de seu doador. Nele se representa a síntese de uma história de seus avós.

RESUMO DA HISTÓRIA DO QUADRO DE NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS

Na investigação da origem da imagem, encontramos que o doador, Hieronymus Ambrosius Langenmantel, sacerdote e pároco (1666-1709) de St. Peter am Perlach, havia encomendado esta pintura para um altar familiar por motivos "muito particulares" relacionados com sua família. 
           Os fatos verificados demonstram que o nobre Wolfgang Langenmantel, esposo de Sophie Imhoff (1612), estando a ponto de desfazer-se o casamento, visitou o sacerdote Jakob Rem, SJ, no mosteiro e universidade de Ingolstadt, que se encontra a uns setenta quilômetros ao norte de Augsburgo. Após visitar o mosteiro em quatro ocasiões, num período de 28 dias, em que se aconselhou com este venerável sacerdote Jesuíta, honrado por sua experiência, piedade, extraordinária inteligência, e por uma inspiração mariana, pela qual o sacerdote invocou a Virgem Maria com o título de "Três Vezes Admirável" (Mater Ter Admirabilis), Wolfgang foi conseguindo alterações benéficas na sua situação familiar como resultado das orações, venerando a Virgem Maria, na companhia do sábio sacerdote. 

          No último sábado, 28 de setembro de 1615, o padre Rem orou diante de uma imagem de Nossa Senhora das Neves que se encontrava na capela do mosteiro. Num solene ritual, o sacerdote elevou o "cinto matrimonial", desatando um a um todos os seus nós, alisando-o . O cinto branco emitiu um brilho tão intenso que a pena de pintor algum jamais conseguiu reproduzir. Com isto o casal evitou o divórcio, e o matrimônio pode permanecer.

          Em comemoração do Ano Novo de 1700, Hieronymus e seu neto, em ação de graças, decidiram doar um altar, como era costume em St. Peter am Perlach. A capela estava dedicada às "Beatas Virgens do Bom Conselho". No retábulo se retrata a história particular de sua própria família. O pintor, Johann Melchior Georg Schmittdner, representa Nossa Senhora "Desatando os Nós do Cinto da Vida Conjugal", com o nobre Wofgang caminhando, preocupado, para o Mosteiro, e acompanhado pelo Arcanjo São Rafael.

          Examinando-se a iconografia, percebe-se claramente que não existe nenhum indício de referência ao Gênesis, "o nó posto por Eva, Maria o desfez". É possível que por desconhecimento de sua verdadeira origem se tenha atribuído tal sentido a esta obra. O certo é que nela considera-se Nossa Senhora ajudando e aconselhando as famílias enquanto Advogada, Auxiliadora e Mediadora perante Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus. Se a Santíssima Virgem, aquela que Desata os Nós, nos proporciona, com seu auxílio, a solução das intrincadas complicações do matrimônio, quem melhor do que Ela para desatar todos os nós de nossa vida?

          Em atenção aos devotos desta invocação damos os dados reais para que, conhecendo-os, não se lhe atribua "origens misteriosas", às quais poderiam dar lugar a falsas interpretações e a práticas mágicas ou esotéricas.  A informação está à disposição dos Pastores de nossa Igreja, para investigações ou para uma sadia catequese. 
A descrição, o nome do doador, de seu descendente e atè o retábulo desapareceram da Igreja de St. Peter am Perlach em Augsburgo, e ficou o quadro, entretanto, mais como uma antigüidade.  Depois esteve alguns anos no Convento das Carmelitas Descalças, dessa mesma cidade.

           Nunca houve nenhum culto especial nem devotos de Maria Knotenöserin. Mais. Ainda recentemente ele era desconhecido não só na Europa em geral, mas inclusive na própria Alemanha. Atualmente é que ele está sendo praticado na Alemanha, em outros países da Europa e do mundo, através de uma difusão que se vem estendendo desde 1999. Até o ano de 2005, no arcebispado de Augsburgo se pensava que o quadro era de um pintor desconhecido. Hoje em dia têm-se acatado a verdade, como a provam as minhas investigações. Com a expansão da devoção a imagem tem passado a ocupar um lugar muito importante nas informações dos Jesuítas e na Igreja de St. Peter am Perlach. Ademais, o Vaticano tacitamente reconheceu a invocação à Maria Santíssima ao autorizar o uso da imagem à Editorial Vaticana, após um prolongado intercâmbio de correspondências com a Cúria Romana, pelo que agradeço as autoridades eclesiásticas. 

A VIRGEM SE MANIFESTA

A partir da veneração do Quadro que está em Buenos Aires, surgiram milhares de devotos da Santíssima Virgem, à qual acorrem para suplicarem sua interseção para todo tipo de problemas ou "nós" que, na vida moderna, diariamente se apresentam. E confiamos ter auxiliado a expandi-lha com meu trabalho e nossa internacional difusão por nosso IRMANDADE INTERNACIONAL DA VIRGEM  MARIA A QUE DESATA OS NÓS. 

            Os chamados "nós", ademais de serem os problemas conjugais, se manifestam num espectro de uma diversidade  inusitada. À Nossa Senhora Desatadora dos Nós as pessoas recorrem por motivo de saúde, trabalho, disputas judiciais, complicações da vida familiar, dificuldades particulares, conflitos locais e mesmo entre países, pois neste século XXI generalizam-se os maiores problemas, tanto quantitativos quanto qualitativamente, e mais complexos como resultados da vida agitada que se leva. 

            Os problemas que produzem muitos "nós" decorrem de diversas situações como o da mulher que tem de sair de casa para trabalhar ou que fica como "chefe de família"; o dos jovens que, não vendo futuro, caem no alcoolismo ou nas drogas. Problemas do medo. O medo paralisa, e daí as crises de pânico, as fobias, o estresse, as angústias, que fazem da vida um inferno. A isto temos que acrescentar a falta de segurança provocada pelo crime, pelos maus governantes, e pela escassa proteção de nossa própria Igreja, como conseqüência de que para esses males há poucos médicos. Pois, a falta de sacerdotes é um desses problemas. Faltam vocações já que os jovens que desejariam dedicar à religião padecem desses problemas no seio da própria família ou no meio que os cercam.

            Por isso, até mesmo muitos governantes, como também empresários, associação de católicos, entidades de classe, etc., têm recorrido a Nossa Senhora, sob essa invocação, para todos os casos em que a vida complicada se torna um emaranhado para si ou para seus próximos,  como um "nó" central (Górdio) , com outros antecedentes ou conseqüentes. 
            Os "nós" representados no quadro da invocação  eram os "nós" do casal Wolfgang e Sophie. O mesmo acontece quando se nos envolve uma complicação e nos faz impossível desfazermo-nos desse emaranhado.  A atitude mais freqüente nesses casos, como se dizia "complicados como um nó górdio" ao se referir a uma situação de difícil solução, é destruí-los. 

            Segundo uma antiga lenda do Oriente Médio, quem conseguisse desfazer o nó górdio poderia conquistar o Oriente. Alexandre Magno (356-323 a.C.) resolveu o problema no ano 333 a.C., cortando o nó com sua espada enquanto dizia "cortá-lo é a mesma coisa que desfazê-lo". Efetivamente Alexandre conquistou o Oriente. Mas, ao cortar o nó, perdeu toda a corda, bem como os pedaços, que se tornaram inúteis. 

             Em nossa vida, com essa atitude de "cortar o nó górdio" de nossos problemas, por desespero, impaciência ou torpeza, destruiremos tudo quanto ele representa: nossa vida, com todas as suas implicações. 
Por isso é que, primeiro, devemos conhecer e analisar como se deram esses terríveis "nós" que nos afligem, reconstituindo a história dessa situação complicada. E aí considerar onde e como começar a desatar os "nós" sem que a "corda" se rompa. 
              O primeiro passo é pôr-se sob a proteção benigna da Bem Aventura Virgem Maria, Mãe de Deus, que nos auxiliará, nos perdoará e intercederá por nós. Assim, através da oração e da meditação, iremos percebendo como se formaram esses "nós" e quais foram suas causas, se nós mesmos ou as pessoas em torno de nós; quem resolveu ou quem criou os problemas. Dessa forma se poderá obter uma visão de expectativa esperançosa. O que realmente nos perturba é não saber ou não compreender o porquê desta situação de difícil solução. Quando se obtiver a calma, sempre por meio da oração, deve-se pedir o auxílio a Nossa Senhora. Deve-se ter uma impostação confiada, mas sem nunca supor que rezando uma quantidade determinada de orações..., os problemas se resolvem como que automaticamente. 

              A oração deve ser feita saboreando cada palavra. Um a um os "nós" irão se desatando. Deve-se começar pelos sensíveis para se ter mais claridade e chegar ao principal. Por isso é que insistimos no benefício da paciência, em se ser autocrítico, em analisar e rezar. A oração é que nos dá forças para continuar. O principal é que estejamos conscientes e muito confiados de que Nossa Senhora desatará nossos "nós", impossíveis de solucionar, para nos. Ela será nossa conselheira, advogada, medianeira. Repito: 
a Paciência é uma virtude; a Fé deve ser viva.

SOBRE A VENERAÇÃO

Reverenciar, venerar (que não é adoração) e proclamar sua beatitude, alegra a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. E Ela volverá seu olhar sobre nós. 
Também se deve ter em conta que a solução de alguns dos problemas pode deixar seqüelas e há alguns "nós" que poderão permanecer. Mas como prêmio a nossa confiança na mediação de Nossa Senhora que Desata os Nós poderemos adquirir uma certa experiência para não criar "nós" e também para transmitir aos nossos amigos e conhecidos o caminho da Confiança em Nossa Senhora  A que Desata os Nos . 
Quando Nossa Senhora "desata os nós" abre-se-nos um horizonte de esperança. Sentir-nos-emos livres e viveremos plenamente cada minuto de nossa vida, com alegria e força para enfrentar as adversidades. 

                 "Maria sempre ajuda!" dizia-me em alemão o Professor Weiss, que aos oitenta anos pintou uma versão atual (1984) de Maria Als Knotenlöserin, na Áustria. 
Portanto, rezemos, louvemos e recorremos à Virgem Maria, com fé, convicção e perseverança. Seremos assim felizes e sentiremos realmente o contentamento em nossa vida. 
Amém.

 Mario H. Ibertis Rivera 
Servo de Nossa Senhora Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
     No Terceiro Milênio, Buenos Aires, 21 de Novembro de 2006.

Encontro-me, atualmente, com a difícil tarefa de propor que as autoridades Vaticanas incluam na Ladainha Lauretana a invocação: “Aquela que Desata os Nós”. Para isto, no próximo ano, necessitarei de sua participação para fortalecer esta proposta. 

 1) O cinto era colocado pelas madrinhas como símbolo do laço invisível que unia o noivo e a noiva por toda a vida. Por ocasião da cerimônia de bodas, eram unidos os braços dos esposos. 

 2)  Segundo a lenda, um camponês chamado Górdias (do antigo nome Gordiano) possuía uma carroça na qual prendia os bois com uma corda mediante um  nó tão complicado, quase impossível de desatar. 

(Dados do Relatório: " Investigação de María Knotenlöserin, A Verdadeira História ", de Mario H. Ibertis Rivera © 1999)
 

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